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Tendinite: o que é? Como é o tratamento?

As lesões tendíneas são muitas vezes multifatoriais e podem ser classificadas como tendinites (inflamação) ou tendinose (alterações degenerativas na estrutura dos tendões). Além disso, o termo “tendinopatia” também é adotado para abranger o aspecto clínico de dor e redução da função dos tendões.

Para facilitar a compreensão dos leitores, neste texto adotarei a palavra tendinite para se referir às lesões tendíneas.

Estima-se que aproximadamente 30% das consultas para dor musculoesquelética estejam relacionadas à tendinites, que geralmente ocorrem devido a atividades laborais ou esportivas.

A principal função dos tendões é ligar os músculos aos ossos e assim transmitir forças para a produção do movimento.

Danos induzidos por estresses que estão fora dos limites fisiológicos, como ruptura ou laceração e microtraumas repetitivos podem causar as tendinites.

A carga repetitiva pode ser prejudicial à estrutura do tendão, já que o mecanismo de reparo tecidual (que está sempre ocorrendo naturalmente em nosso corpo) tem menos tempo para curar o microtrauma antes das tensões subsequentes.

Além disso, microtraumas podem causar a produção de força não uniforme que por sua vez pode resultar em carga não uniforme nos tendões. Isso nos mostra que tanto a magnitude quanto a distribuição da carga são fatores críticos na determinação da etiologia da lesão do tendão.

Após uma lesão na estrutura do tendão, nosso corpo é capaz de reparar o tecido.

A cicatrização do tendão ocorre tipicamente através de uma série sequencial de inflamação (duração de dias), proliferação (semanas), e remodelação (meses). Embora essas fases possam ser descritas distintamente, elas geralmente se sobrepõem e variam em duração de acordo com a localização e o tipo de lesão.

Os principais tendões acometidos

  • Manguito rotador (ombro)
  • Calcâneo (Tendão de Aquiles – tornozelo)
  • Tibial posterior (tornozelo)
  • Patelar (joelho).

Apesar do uso das terapias atualmente disponíveis, as lesões do tendão podem resultar em incapacidades que duram vários meses e, em alguns casos, resultam em tendões mais fracos, suscetíveis à novas lesões.

Tratamento conservador (fisioterapia)

A fisioterapia se mostra muito útil para o tratamento de tendinites e é muito importante reconhecer a importância da carga tendínea e sua influência no reparo do tecido. O protocolo de reabilitação depende do tendão lesionado e sua gravidade, e requer um equilíbrio para não se manter o local acometido imobilizado (gerando o risco de adesão e rigidez) e também o risco de agravar a lesão do tecido devido à demasiada sobrecarga.

Os principais recursos utilizados na fisioterapia em casos de tenidnites são: eletrofísicos (para controle de dor e inflamação), exercícios (manutenção ou ganho de mobilidade articular, fortalecimento, alongamento) e técnicas de terapia manual (diminuição de dor, manipulação de tecidos moles e mobilização articular).

Cada caso precisa ser avaliado por um fisioterapeuta para que o tratamento seja individualizado e adaptado às necessidades do paciente. Um paciente idoso e sedentário não receberá o mesmo tratamento de um paciente que é jovem e atleta, por exemplo.

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